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Bancos oferecem linha de crédito para antecipar restituição do IR

Apesar de ser um crédito com juros mais baixos, economistas alertam para cuidados na hora de tomar empréstimos

Por Clara Valdiviezo - Atualizado em 7 mar 2019, 16h29 - Publicado em 7 mar 2019, 16h06

Bancos abrem a partir desta quinta-feira, 7, uma linha de crédito para antecipação da restituição relativa ao ajuste anual do Imposto de Renda Pessoa Física 2019 (ano base 2018). O primeiro lote de restituição do tributo só acontece no dia 17 junho e o último, em 16 de dezembro, de acordo com a Receita Federal. Para aqueles que precisam do valor antecipadamente, essa opção pode ser uma saída.

O empréstimo tem juros menores do que outras linhas de crédito, por causa da garantia de pagamento. As taxas ao mês começam em 1,79% no Bradesco e no Banco do Brasil. O Santander trabalhará com juros entre 3,69% e 5,99%. O Itaú não divulgou o percentual mínimo cobrado. 

Em todos eles, é possível receber 100% do valor da restituição – respeitando os limites máximos de crédito de cada banco (de 10 mil reais no Itaú a 50 mil reais no Bradesco). O pagamento do empréstimo vai acontecer no dia em que o cliente for restituído pelo IR, em parcela única, de forma automática.

Se a restituição não for efetuada pela Receita Federal, o cliente tem até, no máximo, dezembro de 2019 ou janeiro de 2020, dependendo do banco, para quitar a sua dívida.   

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Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcella Kawauti, a antecipação é vantajosa para aquelas pessoas que precisam do crédito agora. “Como é um empréstimo com garantia, as taxas de juros são mais em conta. Diante da necessidade, ele é melhor que os outros tipos de crédito.” A economista, porém, alerta que é necessário analisar as circunstâncias e verificar a real necessidade de crédito. “Recorrer a empréstimos é uma prática perigosa, e deve-se tomar cuidado”, afirma.       

No caso de o consumidor ter alguma dívida de crédito atrasada, a antecipação pode ser uma opção atrativa, segundo Reinaldo Domingos, educador financeiro do Canal Dinheiro à Vista e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin). “É uma oportunidade para sair de dívidas com taxas de juros maiores. Mas, se essa atitude precisou ser tomada, é muito provável que a pessoa esteja em desequilíbrio financeiro.”

Domingos ainda alerta que, se o consumidor cair na malha fina do IR, ele não terá sua restituição no prazo para o pagamento do crédito, o que o levará a uma dívida que não existia. 

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