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Bancos celebram cerco do BC a fraudes e pedem ‘punição rigorosa’ para quem ajuda o crime organizado

Febraban diz que pessoas e empresas envolvidas com o crime devem ser banidas do sistema bancário

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 set 2025, 18h37 •
  • O setor bancário, representado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), celebrou a resolução publicada pelo Banco Central (BC), nesta quinta-feira, 11, que mira contas suspeitas de fraude. O BC passou a obrigar as instituições financeiras a rejeitar pagamentos para contas “com fundada suspeita de envolvimento em fraude”. As empresas tem até o dia 13 de outubro para se adaptar à norma. “A determinação regulatória representa um avanço fundamental”, diz o presidente da Febraban, Isaac Sidney, em nota publicada nesta quinta-feira.

    A Febraban defende uma “punição rigorosa” para empresas e banqueiros que descumprirem a resolução do BC. “Se mostra igualmente fundamental a punição rigorosa de instituições financeiras e de seus dirigentes que compactuam com más práticas ou que são negligentes com o processo de abertura e manutenção de contas usadas para facilitar o proveito do crime”, diz a presidência da federação. Sidney frisa que a omissão de bancos em relação ao provável uso de contas pelo crime não é “minimamente admissível”.

    A Febraban defende também que o Banco Central e as instituições financeiras trabalhem juntos para banir do sistema bancário pessoas físicas e empresas comprovadamente envolvidas com dinheiro sujo. “Precisamos ter a consciência de que vivenciamos um cenário crítico de avanço de organizações criminosas”, completa Sidney. O representante do setor aplaudiu a implementação de medidas urgentes para blindar o sistema financeiro da ação do crime organizado.

    A iniciativa da autoridade monetária mirando contas suspeitas de fraude é parte de um cerco à presença do crime organizado no sistema financeiro nacional após a deflagração da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal (PF), em 28 de agosto. Na semana passada, o BC impôs um limite de 15 mil reais para Pix para financeiras não autorizadas pelo regulador.

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