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Banco do Brasil lucra R$ 3 bilhões no 2º trimestre

Resultado é 1,3% superior ao visto no mesmo período do ano passado e 0,5% maior do que o registrado nos primeiros três meses deste ano

O Banco do Brasil encerra nesta quinta-feira a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto do país no segundo trimestre ao anunciar lucro líquido ajustado de 3,04 bilhões de reais no período, expansão de 1,3% sobre o mesmo período do ano passado. Em relação aos três meses anteriores, o montante foi 0,5% superior. A previsão média de analistas ouvidos pela Reuters era de 2,97 bilhões de reais. Considerando fatores extraordinários, o lucro líquido no período foi de 3,008 bilhões de reais.

No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado do BB foi a 6,06 bilhões de reais, aumento de 11,5% em um ano. Com eventos extraordinários, ficou em 8,82 bilhões de reais, alta de 60,3%. “O resultado do primeiro semestre foi impactado pela receita gerada pelo acordo de associação celebrado entre o BB Elo Cartões e a Cielo no ramo de meios eletrônicos de pagamento que gerou impacto de 3,21 bilhões de reais no lucro líquido do período”, reforça o BB, em relatório.

A carteira de crédito ampliada do BB, que considera títulos privados e garantias, encerrou junho em 776,79 bilhões de reais, leve recuo de 0,01% contra março. Em um ano, quando os empréstimos somaram 719,02 bilhões de reais, o aumento foi de 8,0%. No período, o BB manteve a sua liderança em crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN), com participação estável em 20,8%, mesmo indicador do trimestre anterior.

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Em ativos totais, o BB alcançou R$ 1,53 trilhão ao término do segundo trimestre, cifra 9,5% superior à vista em 12 meses. Já o patrimônio líquido do BB foi a 82,64 bilhões de reais no segundo trimestre, elevação de 15,1% em um ano.

Depois da piora no primeiro trimestre, o BB conseguiu melhorar sua inadimplência nos três meses subsequentes, na contramão dos pares privados. O indicador, que considera atrasos acima de 90 dias, foi a 2,04% ao final de junho contra 2,05% em março. Em um ano, quando estava em 1,99%, foi vista piora de 0,06 ponto porcentual (p.p).

(Com Estadão Conteúdo)