ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Banco Central Europeu mantém taxa de juros inalterada, em 2%

Taxa é mantida pela terceira vez consecutiva. Instituição vê inflação "próxima o suficiente" da meta

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 out 2025, 11h04 • Atualizado em 30 out 2025, 11h20
  • O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros em 2% pela terceira reunião consecutiva nesta quinta-feira, 30, e, pela primeira vez em muito tempo, a decisão não foi acompanhada de ansiedade.

    A inflação da Zona do Euro está “próxima o suficiente” da meta de 2%, um feito raro entre as grandes economias. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve ainda enfrenta pressões salariais e de serviços; o Banco da Inglaterra, a corrosão da libra e um crescimento anêmico; e o Banco do Japão, uma recuperação inflacionária incerta. A Europa, em contraste, parece ter encontrado um ponto de repouso, ainda que precário. “A avaliação do Conselho do BCE sobre as perspectivas de inflação permanece, em linhas gerais, inalterada”, afirmou o comunicado da autoridade monetária.

    Entre setembro de 2024 e junho de 2025, o BCE reduziu os juros em dois pontos percentuais, aliviando o aperto que havia levado a taxa de depósito ao pico de 4%. As reduções devolveram algum fôlego ao crédito e ajudaram a preservar a resiliência da demanda interna, sobretudo em economias como Alemanha e França, que vinham mostrando sinais de desaceleração industrial.

    Agora, com o custo do dinheiro no nível mais baixo em quase três anos, o BCE tem pouco incentivo a agir novamente. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta que a taxa deve permanecer em 2% até o final de 2026, início de 2027, uma pausa prolongada que seria impensável em tempos de volatilidade inflacionária.

    Essa estabilidade repousa sobre um tripé: um mercado de trabalho forte, balanços corporativos sólidos e uma política fiscal menos expansionista. Christine Lagarde, presidente do BCE, evita declarar vitória. O banco central “não está se comprometendo previamente com uma trajetória específica de juros”, advertiu o comunicado. Parte da hesitação se deve à incerteza externa: as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, e as respostas em cadeia da China e de outros parceiro, ainda não foram totalmente absorvidas pela economia europeia.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    O mercado não espera — e você também não pode!
    Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).