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Banco central americano corta juros pela 3ª vez seguida

O corte veio em linha com o amplo consenso do mercado

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 dez 2025, 16h02 • Atualizado em 10 dez 2025, 16h12
  • O Federal Reserve, o banco central americano, reduziu nesta quarta-feira a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, levando o intervalo para 3,50% a 3,75% ao ano,  e marcando o terceiro corte consecutivo desde outubro.

    O movimento veio em linha com o amplo consenso do mercado. A ferramenta FedWatch indicava que 87% de chances de um corte nessa linha.

    O enfraquecimento dos dados de emprego como justificativa suficiente para mais um passo de afrouxamento monetário. “Os indicadores disponíveis sugerem que a atividade econômica vem se expandindo em ritmo moderado. A criação de empregos desacelerou neste ano, e a taxa de desemprego subiu até setembro. Indicadores mais recentes são consistentes com esses desenvolvimentos. A inflação aumentou em relação ao início do ano e permanece um pouco elevada”, diz o comunicado divulgado junto com a decisão.

    O texto reforça que  incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada e que  o Comitê está atento aos riscos para os dois lados e avalia que os riscos negativos para o emprego aumentaram nos últimos meses.

    Sobre os próximos passos, o comitê informa que  avaliará cuidadosamente os novos dados, as perspectivas em evolução e o balanço de riscos. “O Comitê mantém forte compromisso com o máximo emprego e com o retorno da inflação ao seu objetivo de 2%”, diz o texto.

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    Divisão

    A decisão de cortar os juros em 0,25 ponto percentual não foi unânime dentro do Federal Reserve. A maioria dos membros do FOMC, incluindo o presidente Jerome Powell e o vice John Williams, votou a favor da redução, avaliando que o balanço de riscos passou a justificar um novo movimento de afrouxamento.

    O placar, porém, teve três leituras distintas sobre a economia, como também já era esperado. Stephen Miran discordou da decisão porque defendia um corte mais profundo, de 0,50 ponto percentual, argumentando que o ritmo de desaceleração da atividade permitiria uma resposta mais agressiva. Já Austan Goolsbee e Jeffrey Schmid votaram contra por motivos opostos: para ambos, não era hora de cortar juros, dado o comportamento ainda incômodo da inflação.

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    A divisão reforça que o comitê está menos alinhado sobre os próximos passos, deixando o caminho da política monetária mais dependente do fluxo de dados nos próximos meses.

    (matéria em atualização)

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