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Bancários começam hoje greve por tempo indeterminado

Presidente de sindicato diz que paralisação tem como foco centros administrativos - mas que agências poderão ser afetadas neste primeiro dia

Por Da Redação - 19 Sep 2013, 07h49

Os bancários dão início nesta quinta-feira a uma paralisação nacional e não têm prazo para voltar ao trabalho. A categoria rejeitou, em assembleias realizadas na noite desta quarta-feira, a proposta de reajuste de 6,1% apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban). A presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, disse que a greve terá como foco os centros administrativos dos bancos, onde são realizados serviços relacionados a câmbio e corretagem, e não tanto nas agências. Ela admite, no entanto, que neste primeiro dia as agências deverão ser pontos de paralisação.

Juvandia afirma que as agências podem ser reabertas a partir do segundo dia de paralisação. De acordo com ela, mais da metade dos cerca de 140 000 bancários trabalha em centros administrativos. “Precisamos que o cliente entenda por que estamos em greve. Vamos priorizar os centros administrativos, e não as agências. Os caixas eletrônicos, por exemplo, irão funcionar”, afirmou.

Os bancários reivindicam reajuste de 11,93%, sendo 5% de aumento real. Os bancos oferecem 6,1% de reajuste. Frente a essa proposta, assembleias realizadas no dia 12 definiram greve a partir de quinta-feira por tempo indeterminado. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a proposta da Fenaban ignora todas as reivindicações dos bancários sobre emprego, saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades. A Contraf-CUT afirma que a proposta nega o aumento real nos salários, pisos, PLR e todas as verbas salariais, já que os 6,1% apenas recompõem a inflação do período medida pelo INPC.

A presidente do sindicato disse que os seis maiores bancos brasileiros – Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander e HSBC – empregam a maior parte dos trabalhadores do setor. No ano passado, a greve dos bancários se estendeu por nove dias e obteve ganho real de 2%.

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