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Aviação Civil reforça equipe em 77% para a Copa das Confederações

Governo afirma ser impossível garantir que não haverá caos aéreo

A pouco menos de dois meses para o início da Copa das Confederações, a Secretaria de Aviação Civil apresentou nesta quinta-feira o Plano do Setor Aéreo, destinado a preparar os aeroportos das seis cidades-sede para receber um dos principais campeonatos de futebol do mundo. O projeto prevê um reforço de 77% da equipe, integrada principalmente por servidores da Receita Federal, da Polícia Federal e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e também impõe regras para a circulação no espaço aéreo ao longo do período.

A expectativa é que a final do campeonato atraia o maior número de passageiros. Nos aeroportos Santos Dumont e Galeão são esperadas cerca de 47.000 pessoas. O governo afirma que não tem como garantir que não haverá caos aéreo, mas, de acordo com Marcelo Guaranys, diretor-presidente da Anac, “as medidas tomadas são as melhores para evitar os problemas de demanda”.

A Copa das Confederações começa no dia 15 de junho, em Brasília, e termina em 30 de junho, com encerramento no Rio de Janeiro. Outras quatro cidades receberão os jogos: Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Recife. O plano prevê a criação de um Centro de Comando e Controle Nacional com sede no Rio. O órgão concentrará toda a logística do funcionamento dos aeroportos, das operações de pouso e decolagem até o serviço oferecido aos passageiros.

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“O nosso objetivo não é só garantir qualidade imediata, mas é também um treinamento para a Copa do Mundo, que terá uma expressão muito maior”, afirmou o ministro Moreira Franco, que recentemente tomou posse como titular da Secretaria de Aviação Civil. “Vamos fazer este evento com um ano de antecedência para testar estádios, mobilidade e todos os esquemas. Estamos nos preparando no detalhe para que não haja surpresas.”

Segurança – Um dos pontos principais do plano é a segurança do espaço aéreo ao longo do campeonato. Entre uma hora antes do jogo e quatro depois do início da partida, somente poderão circular em um limite de até 7,4 km do estádio as aeronaves de segurança pública, militares e de ambulância – todas previamente autorizadas. Mesmo a distâncias maiores será necessário pedir permissão ao centro de comando.

Serão mobilizados 33 aeroportos e oito bases aéreas. Os chamados aeródromos alternativos servirão como uma saída para problemas climáticos e também para abrigar as aeronaves. Ao todo, está prevista a disponibilização de 1.153 vagas – um aumento de 140% da quantidade atual, de acordo com a Anac.

A partir da próxima semana, as seis cidades-sede passarão por simulações do funcionamento dos aeroportos. A primeira acontecerá em Belo Horizonte, durante amistoso da Seleção Brasileira com o Chile, no próximo dia 22. O objetivo é replicar, com fidelidade, todas as etapas do processamento aeroportuário. As demais cidades receberão a simulação ao longo do mês de maio.