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Auxílio-desemprego nos EUA atinge máxima desde janeiro

WASHINGTON, 12 Abr (Reuters) – Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unido subiram na última semana para o maior nível desde janeiro, o que pode provocar temores de que a recuperação do mercado de trabalho esteja se enfraquecendo depois de a criação de empregos ter desacelerado em março.

Os pedidos iniciais subiram 13 mil, para um total sazonalmente ajustado de 380 mil, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. O dado da semana anterior foi revisado para 367 mil, contra 357 mil reportado anteriormente.

Economistas consultados pela Reuters haviam estimado queda nos pedidos para 355 mil na semana passada.

A média móvel de quatro semanas para os novos pedidos, considerada uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho, aumentou em 4.250, para 368.500.

Os dados sobre o auxílio-desemprego foram divulgados depois do relatório decepcionante de emprego para março, que mostrou que a economia criou 120 mil novos empregos, a menor quantidade desde outubro.

O número de pessoas que ainda recebem benefícios de acordo com os programas governamentais regulares após a primeira semana de ajuda recuou 98 mil, para 3,25 milhões na semana encerrada em 31 de março.

A taxa de desemprego caiu para uma mínima de três anos de 8,2 por cento em março, principalmente porque as pessoas desistiram de buscar trabalho.

Um total de 6,95 milhões de pessoas estavam solicitando benefícios durante a semana encerrada em 24 de março sob todos os programas, queda de 97.833 ante a semana anterior.

(Reportagem de Lucia Mutikani)