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Autos importados terão cota com IPI menor, diz Abeiva

Por Wladimir D’Andrade e Gustavo Porto

São Paulo – O presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), Flavio Padovan, afirmou nesta segunda-feira ter a garantia do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, de que o governo federal vai estipular cotas para importação de veículos com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor. Hoje, segundo Padovan, as alíquotas de IPI sobre veículos importados variam de 43% a 55%.

O presidente da Abeiva, no entanto, não deu mais informações sobre o tamanho das cotas ou o porcentual de redução das alíquotas do imposto. Disse apenas que a medida deve sair até o fim do mês. “Não seria ético da minha parte dar detalhes da negociação”, afirmou. “Quem vai decidir é o governo.”

De acordo com Padovan, o setor de veículos importados emprega atualmente 35 mil trabalhadores numa rede de 882 concessionárias. “Entendemos a preocupação do governo em manter os empregos nacionais, isso é válido”, afirmou. “Por outro lado, a empresa que importa não pode simplesmente fechar as portas e ir embora. Está sendo muito difícil para as concessionárias explicar às matrizes os resultados ruins dos últimos meses. As medidas que devem ser anunciadas não vão resolver o problema, mas devem dar um oxigênio ao setor.”

Padovan garantiu que nenhuma associada à Abeiva demonstra intenção de deixar o País e montadoras como a Jac Motors e a Cherry mantêm os planos de iniciar a produção local. Mas até começarem a fabricação no Brasil, ressaltou, elas mantêm conversas com o governo para reduzir as alíquotas de IPI sobre veículos importados. “As empresas precisam de uma fase de adaptação até produzir um veículo com um mínimo de conteúdo nacional”, explicou.

O presidente da Abeiva disse que no caso de outras empresas, como a Land Rover, da qual ele é presidente no Brasil, e a BMW, há mais cautela na definição dos planos de produzir no País. “Estamos tentando entender o impacto dessas medidas e se é viável ou não fabricar no Brasil”, afirmou.