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As empresas precisam voltar a investir em liderança feminina

O debate sobre a diversidade também passa pelas mulheres

Por Veruska Costa Donato 6 mar 2026, 13h03 •
  • A presença feminina no mercado de trabalho avançou nas últimas décadas, mas a chegada aos cargos de liderança ainda enfrenta barreiras culturais e comportamentais. Para a jornalista Maria Priscila Nabozni, fundadora da agência MAPA 360, um dos desafios é a própria dinâmica entre mulheres no ambiente profissional.  “Quando uma mulher cresce, ela abre caminho para outras. Esse deveria ser o raciocínio mais comum dentro das empresas”, afirma.

    Empreendedorismo

    Na avaliação de Priscila, o empreendedorismo muitas vezes surge como uma alternativa mais rápida para a ascensão feminina do que o mundo corporativo tradicional. Ela cita o próprio exemplo: na MAPA 360, cerca de 68% da equipe é formada por mulheres e 64% dos cargos de liderança também estão nas mãos delas. Para a jornalista, esse tipo de ambiente mostra que a mudança acontece quando a cultura organizacional é construída de forma consciente.

    Segmentos que lideram

    Os números também variam bastante entre setores. Enquanto áreas de serviços já apresentam cerca de 56% de liderança feminina, segmentos como indústria e agronegócio ainda registram participação muito menor. Priscila critica empresas que defendem diversidade apenas no discurso. Para ela, a transformação precisa começar pelo topo. “Não adianta falar de inclusão se toda a liderança continua sendo masculina. O exemplo precisa vir de cima.”

    Mulheres querem ser líderes

    Mesmo com os obstáculos, a fundadora da agência vê um movimento positivo em curso. Segundo ela, cada vez mais mulheres estão investindo em formação, estratégias de carreira e ferramentas como o personal branding para ampliar sua presença em posições de decisão. Ao mesmo tempo, ainda enfrentam duplos padrões: quando uma mulher líder é direta, pode ser vista como grosseira, enquanto um homem costuma ser chamado de assertivo. Para Priscila, reconhecer esse preconceito e reduzir a autocobrança feminina — de ser perfeita como profissional, mãe, esposa e gestora da casa — também faz parte da mudança que está em andamento.

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