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Argentina quer política de cotas para carros do México

Assim como o Brasil, o país vizinho havia suspendido o acordo de livre comércio com o México – agora, Cristina Kirchner volta atrás e avalia cotas de importação para automóveis mexicanos

Por Da Redação 15 nov 2012, 19h06

O comércio de veículos sem tarifa de importação entre Argentina e México, paralisado desde junho, pode ser retomado depois de dezembro, mas sob um sistema de cotas, disse um funcionário do governo argentino nesta quinta-feira.

O Acordo de Complementação Econômica com o México, em vigor desde 2003, e que permitia o livre intercâmbio bilateral de veículos, foi suspenso pelo país vizinho por um período de três anos – e Buenos Aires fixou alíquota de 35% sobre os veículos mexicanos.

O governo argentino afirmou que a medida foi necessária devido ao grande déficit comercial do setor em favor do México, que chegou a quase 1 bilhão de dólares em 2011. A argumentação foi a mesma utilizada pelo Brasil em março deste ano, quando o Palácio do Planalto também decidiu rever o acordo automotivo com o país latino-americano.

O governo mexicano reagiu retirando preferências comerciais para os veículos importados da Argentina, que tem adotado medidas protecionistas para blindar seu superávit comercial – uma das poucas fontes de divisas do país.

Na quarta-feira, a associação mexicana da indústria automobilística chegou a um acordo preliminar com sua equivalente argentina para retomar o comércio bilateral sem encargos. As entidades solicitaram um diálogo formal entre os dois governos com base nessa proposta – documento que elas não divulgaram.

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Um funcionário argentino declarou que os governos iniciarão um diálogo formal sobre as novas regras depois de 1º de dezembro, quando toma posse o novo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto. “Um novo convênio irá apontar para um intercâmbio mais equilibrado, com um comércio administrado pelo estabelecimento de quotas”, disse o funcionário, sem entrar em detalhes.

O Brasil também estabeleceu uma política de cotas para importações mexicanas – e que consta no texto do Novo Regime Automotivo, cujo decreto foi assinado pela presidente Dilma Rousseff em meados de outubro. As empresas instaladas na Argentina que mais importam do México são Volkswagen, Renault, Nissan, Honda e Chrysler.

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Com amigos como esses (da Argentina), quem precisa de inimigos?

(Com Reuters)

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