Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Após quase 30h de espera por voo, passageira ‘perde’ enxoval

Passageiros chegaram a entrar em uma aeronave, mas foram informados depois sobre cancelamento

O sonho de passar a lua-de-mel em Nova York, nos Estados Unidos, se transformou em pesadelo para o casal paulistano Renata Vasques e Marcos Amado. O voo de volta para São Paulo pela Avianca estava marcado para sair às 23h30 (horário local) de sábado do aeroporto Jonh F. Kennedy.

Grávida de 25 semanas, Renata aproveitou a viagem para fazer o enxoval do bebê que está esperando. Hoje, segunda-feira, Renata continua em Nova York, mas sem uma parte do enxoval que comprou, pois uma das bagagens foi extraviada enquanto ainda acreditava que o voo estava apenas atrasado. Depois de quase 30 horas de espera, os passageiros foram informados de que o voo da Avianca para São Paulo foi cancelado.

Os passageiros reclamam que antes de o voo ser oficialmente cancelado sofreram com a falta de informação e assistência por parte da companhia aérea. Receberam apenas um ticket de 15 dólares para alimentação.

“Dois dias antes do voo, houve uma nevasca muito forte e vimos pelo noticiário que muitos voos tinham sido cancelados. Não havia nenhuma informação no site da empresa. Depois de muita insistência, conseguimos falar com um representante da Avianca que disse que o voo tinha sido transferido para as 10h30 de domingo”, conta a professora Renata.

Chegando ao aeroporto no domingo, Renata diz que o cenário era caótico. “Mal conseguíamos alcançar o guichê de informações, pois as filas e a aglomeração de pessoas era absurdamente intensa. Fiquei com as malas e meu marido foi em busca de um atendente.  Depois de muita luta, conseguimos passar pelas longas filas e alcançar o balcão de check-in da Avianca. A equipe que se encontrava no balcão estava bastante confusa e atendendo pessimamente os passageiros. Os painéis de informações estavam fora de serviço e um amontoado de malas se juntavam entre os guichês e a fila de passageiros.”

Primeiramente, os passageiros foram direcionados para o portão de embarque 23, mas não havia painéis confirmando o embarque do voo. Depois de horas de espera, o voo foi remarcado para as 17h30. Já passava das 20h de domingo quando os passageiros foram direcionados para um portão de embarque.

“A gente entrou no portão 23B e não tinha calefação, por isso estava muito frio. Tinha muita aglomeração e ninguém da companhia nos falava nada, somente que tinha um problema em um duto do banheiro do avião”, conta ela. “Mas disseram que não poderíamos embarcar porque não tinha ônibus para levar até o avião. Muita confusão, informações totalmente sem sentido.”

Os passageiros foram informados por volta das 23h de que deveriam embarcar então por outro portão, o 31. “Estávamos muito esperançosos, chegamos a entrar no avião. Mas a aeronave não decolava, passamos três horas lá dentro e a única informação era de que havia um problema mecânico e quem quisesse podia sair de lá. Algumas pessoas dormiram, nós acabamos saindo”, conta a professora.

Segundo ela, o drama do lado de fora foi pegar as bagagens que foram embarcadas no voo que não decolou. “Mandaram para uma esteira, mas as malas não vinham. Demorou muito para chegar. Tínhamos três malas e uma caixa com um bebê-conforto, mas a caixa não apareceu. Vários outros passageiros reclamavam da falta de malas.”

Renata conta que já era 4h de segunda-feira e estava preocupada em deixar a caixa para trás, mas também estava cansada. Foi aí que decidiram ir para um hotel, mesmo sem o bebê-conforto. “Pegamos um trânsito horrível para chegar ao hotel e aí, quando chega a nossa vez, acabam os quartos. Comecei a chorar, não aguentava mais.”

Segundo a professora, o hotel negociou com a Avianca a liberação de mais quartos e o casal e outros 20 passageiros foram acomodados. “Agora estamos esperando por informações.”

Outro lado

A Avianca informa que o voo “sofreu atraso em sua volta ao Brasil em função da forte nevasca que está acontecendo em Nova York”. “Além questão meteorológica, principal motivo do atraso em inúmeras outras operações locais, e do fechamento temporário do terminal 4 do aeroporto, na noite de ontem, por conta de uma contingência relacionada à infraestrutura, a aeronave em questão está passando por um procedimento operacional corretivo em seus toaletes”.

Segundo a empresa, os passageiros receberam assistência e foram direcionados para um hotel. “A empresa está realizando reacomodações nos próximos voos disponíveis da própria Avianca e de aéreas parceiras”.

Sobre o caso específico de Renata, a Avianca informou que ela foi reacomodada para o próximo voo, com saída prevista para a 00h45. Em relação à bagagem extraviada, a empresa informa que “segue trabalhando para localizá-la’,

 

“A companhia lamenta o desconforto causado e destaca que situações adversas causadas por motivos meteorológicos são alheias à vontade da companhia e que eventuais manutenções corretivas são procedimentos, às vezes, necessários nas operações aéreas”, diz a companhia aérea.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. A imprensa tupiniquins adora falar mal de empresas aéreas . Tudo no Brasil e terrível e as empresas aéreas estão acima de quase todo tipo de atendimento no Brazil . Todos os dias milhares de profissionais de aviação se dedicam para que você tenha um voo seguro dai uns jornalistas imbecís e oportunustas tentam denegrir a imagem de profissionais dedicados . Vai a pé para Nova York da próxima vez. E leve o jornalista idiota que escreveu essa matéria junto.

    Curtir

  2. Idiotas, a empresa não controla o clima! Analfabetos funcionais!

    Curtir