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Aneel aciona bandeira vermelha e conta de luz ficará mais cara em junho

Agência explicou que o mês de maio, que marca o início da estação seca nas principais bacias hidrográficas, registrou "condições hidrológicas desfavoráveis"

Por Giulia Vidale 29 Maio 2021, 11h50

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na noite de sexta-feira, 28, que a bandeira vermelha, no patamar 2, será acionada no mês de junho. Isso representa um acréscimo de R$ 0,06243 reais para cada quilowatt-hora kWh consumido, fazendo com que as contas de luz fiquem mais caras.

Em nota, a agência explicou que o mês de maio foi o primeiro da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (Sin) e registrou “condições hidrológicas desfavoráveis”. O mês de junho vai começar com os principais reservatórios do SIin em níveis mais baixos do que o ideal para esta época do ano, o que tende a significar redução da geração de energia por hidrelétricas e o aumento da geração por termelétricas, o que encarece o custo da produção.

Na sexta-feira, o Sistema Nacional de Meteorologia emitiu um alerta conjunto de emergência hídrica para a área da Bacia do Paraná, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

“Essa conjuntura pressiona os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto de prazo (PLD), levando à necessidade de acionamento do patamar 2 da Bandeira Vermelha. O PLD e o GSF são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada”, informa a nota.

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e o preço da energia (PLD).

As bandeiras tarifárias funcionam da seguinte maneira. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem um custo maior e a verde, o menor.

A agência recomenda que, diante da cobrança da tarifa vermelha, os consumidores economizem energia com uma série de medidas comobanhos mais curtos, reduzir a potência do chuveiro, evitar deixar a porta da geladeira aberta por muito tempo e retirar aparelhos da tomada quando possível.

Com Agência Brasil

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