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Alckmin: Governo tem boas expectativas para privatização da Cesp

Leilão está previsto para 26 de setembro na B3, em São Paulo

A privatização da Cesp, cujo leilão está previsto para 26 de setembro na B3, permitirá ao governo do Estado de São Paulo exercer suas funções de “regulador e fiscalizador” do setor elétrico, afirmou nesta terça-feira o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).

“Não é papel do Estado ser executor. Sua função é ser regulador e fiscalizador. O segredo da concessão é proporcionar uma grande regulação”, disse eles, acrescentando que as expectativas para o leilão “são boas”.

O governo paulista buscará vender na licitação toda sua fatia de cerca de 40,6% no capital da Cesp. A companhia opera três hidrelétricas em São Paulo que somam aproximadamente 1,65 gigawatt em capacidade instalada.

Alckmin participou do 7° Congresso Brasileiro de Fertilizantes, que ocorre em São Paulo.

 

Leilão

O edital de privatização da elétrica paulista Cesp prevê um preço de 16,80 reais por ação para a venda do bloco de controle da companhia pelo governo do Estado de São Paulo, o que pode movimentar cerca de 1,95 bilhão de reais na licitação

O leilão oferecerá a investidores as ações preferenciais do governo paulista no bloco de controle da Cesp, que representam 40,6% do capital social total da companhia.

O certame deverá envolver ainda a oferta de ações ordinárias que representam cerca de 5% do capital da Cesp aos empregados da companhia.

O vencedor do leilão de privatização deverá se comprometer a comprar a totalidade das ações que eventualmente sobrem após a oferta aos empregados.

Cada participante da licitação poderá apresentar um lance, sendo que se houver diferença menor que 10% entre as propostas, haverá uma disputa em viva-voz, na qual os interessados poderão apresentar novas ofertas pela empresa até a definição de um vencedor.

Cesp

Criada em 1966 por meio da fusão de diversos ativos do Estado de São Paulo em energia, a Cesp chegou a ter 14 mil empregados e 11 gigawatts em capacidade instalada em 1996.

A partir de 1997, teve início um processo de privatização de ativos da companhia que resultou na criação de diversas empresas como Elektro, CPFL, Comgás, Duke Energy, Cteep e AES Tietê.

Os ativos que permaneceram sob controle estatal formaram a atual Cesp, que abriu capital na bolsa em 2006.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)