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Ações da Vale sobem, mas não recuperam tombo histórico da véspera

Na véspera, primeiro dia útil após o rompimento da barragem de Brumadinho, os papéis da mineradora caíram 24,5% na Bolsa de SP

Por Redação - Atualizado em 29 jan 2019, 19h04 - Publicado em 29 jan 2019, 18h05

As ações da Vale subiram 0,85% nesta terça-feira, 29 – na máxima do dia, a alta chegou a passar dos 5%. A subida, entretanto, não recupera o tombo de 24,52% sofrido na véspera após o rompimento da barragem da empresa em Brumadinho, em Minas Gerais, que deixou 65 mortos e 288 desparecidos.

Os papéis da mineradora representam cerca de 10% do Ibovespa, o índice de referência do mercado acionário brasileiro. Na segunda-feira, quando as ações da Vale tiveram a maior queda da história de uma empresa brasileira em um dia, o índice da Bolsa teve uma queda de 2,29%.

Como as ações da Vale subiram, o impacto acabou sendo positivo para o Ibovespa, que fechou com alta de 0,20%, a 95.639 pontos.

Em nota, a Vale informou que iniciou a primeira fase de uma sindicância interna para apurar as causas do rompimento da barragem. “Os resultados preliminares foram compartilhados hoje com as autoridades federais e estaduais que estão acompanhando o caso”, diz o comunicado.

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Dois engenheiros terceirizados da Vale, ligados ao projeto da barragem que se rompeu em Brumadinho, foram presos nesta terça-feira, 29, em São Paulo. Eles são suspeitos de fraudarem laudos técnicos da empresa, permitindo operações na barragem da Mina Córrego do Feijão e atestando sua estabilidade.

As ordens de prisão foram expedidas pela Justiça de Minas Gerais.Também foram presos outros três funcionários da Vale diretamente envolvidos e responsáveis pelo empreendimento. Os mandados de prisão temporária têm validade de 30 dias.

Outros sete mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Belo Horizonte e em São Paulo, na sede de uma empresa que prestou serviços de consultoria para a mineradora.

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