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Abilio pode ser indicado nesta quinta-feira para o conselho da BRF

Foi convocada para esta tarde uma reunião extraordinária do conselho de administração da BRF para definir, entre outros temas, a nova composição do conselho

Por Da Redação 21 fev 2013, 12h57

Os fundos Previ e Tarpon vão propor oficialmente nesta quinta-feira o nome de Abilio Diniz como presidente do conselho de administração da BRF, empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão. Ainda há dúvidas se o fundo Petros vai aceitar o nome do empresário, mas a tendência é os acionistas chegarem a um consenso. Abilio substituiria Nildemar Secches, que já informou que deixa o cargo de presidente do conselho em abril.

Foi convocada para a tarde desta quinta-feira uma reunião extraordinária do conselho de administração da BRF. Segundo a pauta do encontro, o objetivo é fazer uma discussão prévia sobre o balanço da empresa em 2012. Mas, tudo indica que o principal assunto é a nova composição do conselho. Se fecharem um acordo sobre a entrada de Abilio, a chapa de conselheiros será indicada aos demais acionistas, que referendariam os nomes em assembleia em abril.

A Petros vem apresentando resistência ao nome de Abilio e ao aumento do poder de Tarpon e Previ na empresa. Os representantes do fundo de funcionários da Petrobras ficaram insatisfeitos porque só souberam das articulações para a entrada de Abilio na BRF pelos jornais.

Nos últimos meses, a Petros vem comprando ações da BRF e já se tornou a maior acionista, com 12,75%, passando a Previ, com 12,19%. Por isso, é bastante provável que ganhe mais uma cadeira no conselho, igualando-se a Previ e Tarpon, que têm dois representantes cada. Hoje, apenas o presidente da Petros, Luis Carlos Fernandes Afonso, faz parte do colegiado.

Segundo fontes que acompanham o assunto, o fundo pode apontar um novo nome ou indicar Manoel Cordeiro Silva Filho, hoje membro independente. Silva Filho é diretor de investimentos e finanças da Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social (Valia) e faz parte do conselho da BRF desde a época da Perdigão, quando a Valia ainda tinha uma fatia relevante.

Se os conselheiros não conseguirem chegar a uma definição hoje, o prazo máximo é o dia 4 de março, um mês antes da assembleia de acionistas.

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(Com Estadão Conteúdo)

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