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AB InBev é acusada de aguar cerveja nos EUA

Acusação de consumidores é de que fabricante acrescenta água em seus produtos, fazendo com que teor de álcool fique menor do que o do rótulo

Por Da Redação 27 fev 2013, 12h13

A Anheuser-Busch InBev NV (ABI), maior cervejaria do mundo, foi processada por consumidores em três estados dos Estados Unidos por, segundo a acusação, adulterar o teor de álcool da Budweiser e de outras 10 marcas de cerveja que fabrica. A alegação é que a multinacional de controle belgo-brasileiro acrescenta água em seus produtos para produzir bebidas de malte com teor de álcool significativamente menor do que o apresentado em seus rótulos, violando leis estaduais de defesa do consumidor, de acordo com uma denúncia apresentada nesta terça-feira na Filadélfia, segundo informa a Bloomberg. Ações similares foram apresentadas em tribunais federais em Nova Jersey e San Francisco.

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A AB InBev, que fabrica a Budweiser e Stella Artois, controla 39% do mercado de cerveja dos EUA e está buscando a aprovação do governo para comprar o resto do Grupo Modelo SAB, maior fabricante da bebida do México, por 20,1 bilhões de dólares. As marcas Modelo representam 7% do mercado dos EUA.

O presidente da Anheuser-Busch, Peter Kraemer, classifica a denúncia como “completamente falsa” .”Nossas cervejas estão em total conformidade com todas as leis de rotulagem de álcool”, disse.

Para a empresa – As denúncias acusam a AB InBev de tachar também a quantidade de álcool na Bud Ice, Bud Light Platinum, Michelob, King Cobra, Busch Ice, Black Crown, Bud Light Lime, Hurricane High Gravity Lager e Natural Ice and Michelob Ultra. As ações judiciais serão movidas por advogados em Ohio, Colorado, Califórnia, que vão procurar representar os consumidores em todo o país que tenham adquirido produtos da AB InBev nos últimos cinco anos. Juntas, as três queixas, que teriam sido baseadas em informações de ex-trabalhadores de algumas das empresa 13 cervejarias americanas, devem provocar danos superiores a 5 milhões de dólares à companhia, segundo a Bloomberg.

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