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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Com volta às aulas, Kalunga prevê bater vendas do pré-pandemia

Empresa estima atingir faturamento de R$ 660 milhões entre janeiro e fevereiro, crescimento de 15% em relação a 2020

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 13 jan 2022, 18h35 - Publicado em 10 jan 2022, 17h30

Com a retomada definitiva das aulas presenciais em grande parte das escolas, o setor de papelaria e escritório comemora as vendas já aquecidas e se prepara para dizer adeus às “vacas magras” do último ano.

A Kalunga, por exemplo, teve recorde de vendas no período imediatamente anterior à pandemia, em janeiro e fevereiro de 2020, e viu as compras desacelerarem em 2021, com a manutenção das aulas virtuais. Agora, a empresa prevê ultrapassar a marca de dois anos atrás.

A expectativa é que, nos dois primeiros meses do ano, o faturamento chegue a 660 milhões de reais — aumento de 15% em relação ao registrado no mesmo período de 2020.

“O nosso Natal é o volta às aulas, nossos melhores meses de vendas são janeiro e fevereiro. Muita gente não comprou material no ano passado e, agora, está muito parecido e até superior a 2020, que foi um volta às aulas muito forte”, diz Hosley Pimenta, diretor de Operações e Vendas da Kalunga.

O movimento foi sentido até na campanha anual de arrecadação de cadernos “velhos”, que paga 1,50 real por quilo de papéis usados dos clientes. Em 2020, foram recolhidas 355 toneladas de papel, contra apenas 123 toneladas em 2021 — redução de 65%. “A expectativa é arrecadarmos o mesmo volume, no mínimo, de 2020, porque está represado esse consumo, essa compra”, diz Hosley.

O executivo explica que a pandemia acelerou um processo já existente na marca de ampliação da integração das vendas físicas com as digitais. Antes responsável por cerca de 10% do faturamento da empresa, o total movimentado pelo comércio eletrônico da Kalunga dobrou de tamanho e, hoje, responde por até 25% da receita.

Outro fenômeno verificado foi o crescimento do “figital”, em que a compra é iniciada pela internet, mas termina na loja física — seja apenas com a retirada dos produtos pelo próprio cliente ou por meio de entregadores. De acordo com a Kalunga, 25% do faturamento do digital passa pela loja física.

“Agora com a volta às aulas, os pais mandam a lista escolar pela internet, o gerente tem que separar na loja e o cliente vai lá pegar, ou manda Rappi, Loggi etc. Esse trabalho que era do cliente fazer, agora é da loja, e essa modalidade cresceu muito. Para o período de janeiro e fevereiro, contratamos mais de 250 pessoas que vão ajudar nessa tarefa, sendo, em média, um por loja no país”, diz o diretor de operações.

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