O embate entre Donald Trump e Jerome Powell ganha um novo capítulo esta semana e volta a colocar a independência do banco central americano no centro do debate. A Procuradoria de Justiça dos EUA ameaça abrir uma investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve, envolvendo custos de obras na sede da instituição. Em uma reação considerada bastante dura pelo mercado, o presidente do Fed divulgou nota e gravou um vídeo classificando o movimento como mais um “pretexto” da administração Trump contra a política monetária adotada pelo banco central americano.
Powell disse que tem um “respeito profundo às regras e leis democráticas “, mas a apuração é usada como instrumento de pressão política para forçar uma redução mais rápida dos juros, “A ameaça de acusações criminais é uma consequência do estabelecimento das taxas de juros do Federal Reserve com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do Presidente”, disse. A administração Trump que defende uma condução mais “soft” da política monetária vê Powell como um obstáculo a esse caminho, “É sobre se o Fed será capaz de continuar a definir taxas de juros com base em evidências e condições econômicas – ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação”, acusou o presidente do Fed.
Nesta segunda o mercado reagiu ao aumento da incerteza. Investidores reforçaram posições defensivas, e o ouro avançou com força na abertura dos mercados internacionais. O ouro à vista saltou 1,7% para US$ 4.584,74 por e atingiu um recorde de US$ 4.600 no início do dia. Já o futuro da commoditie nos EUA para entrega em fevereiro aumentou 2,1% para US$ 4.595.
Veja aqui (https://www.federalreserve.gov/newsevents/speech/powell20260111a.htm) a nota do presidente do FED e o vídeo.






