S&P rebaixa classificação do BRB com prazo para capitalização se esgotando
O BRB tem até o dia 31 de março para divulgar o balanço com um plano para resolver seu problema de capital
A S&P Global rebaixou a classificação do Banco de Brasília (BRB) de brBB para brB-, mostra comunicado enviado ao mercado na noite desta quinta-feira, 19. As divergem no ponto em que o BB mostra que a empresa menos vulnerável a enfrentar riscos e incertezas. Já a B- reforça a tese de que a empresa está mais vulnerável as condições econômicas adversas.
Segundo a S&P, o rebaixamento acontece diante das incertezas jurídicas que permeiam o banco em sua tentativa de capitalização após sofrer saques depois de aparecer nos noticiários envolvido no caso Master.
Nos últimos dias, houve uma batalha na Justiça após uma primeira decisão judicial vetar o projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, o qual previa a venda de imóveis do Distrito Federal e uma capitalização da empresa via empréstimos privados ou com o próprio Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de até 6,6 bilhões de reais. A decisão mais recente da Justiça autoriza o uso desse projeto de lei.
“Acreditamos que as cessões de carteira para reforçar o capital e o elevado risco reputacional, inerente às investigações tendem a reduzir o portfólio de crédito e limitar a geração de novos negócios”, diz Felipe Ojima, analista principal do relatório da S&P Global.
Nos bastidores, outro temor circula sobre o banco. O prazo para a divulgação do balanço do BRB termina no próximo dia 31 de março de 2026. Essa data também é o limite para a companhia divulgar um plano concreto para resolver o seu problema de capital. Interoculares do Banco Central afirmam para a imprensa que o BC está relutante em prorrogar esse prazo, o que complica ainda mais a situação do BRB.





