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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Secretário da Receita cai depois de embate com Flávio Bolsonaro

José Barroso Tostes Neto se recusou a nomear nome político para corregedoria do órgão

Por Josette Goulart 3 dez 2021, 20h20

Não foram poucos os telefonemas que o secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, recebeu nos últimos meses para pressioná-lo a nomear um nome escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro para a corregedoria do órgão, cargo vago desde julho deste ano. Flavio queria que Dagoberto da Silva Lemos fosse o escolhido. A interferência política revoltou os auditores fiscais da Receita que nunca tinham visto ingerência desse tipo em cargo tão técnico. Tostes resistiu até agora e mantinha a indicação de outro nome para o cargo, que não foi efetivado. E nem será mais, como já dizem os técnicos do alto escalão da Receita. Tostes está deixando a Receita Federal. Acertou com o ministro Paulo Guedes que irá ocupar um posto na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

O corregedor de um órgão tem o poder de investigar todos os colegas. A corregedoria da Receita foi responsável, por exemplo, por uma série de investigações em torno do aumento de patrimônio de fiscais, no começo do governo Bolsonaro, que atuavam no Porto de Itaguaí, porta de entrada do contrabando no Rio.

A expectativa é de que o novo secretário indique um novo corregedor e também novos superintendentes no Rio e em São Paulo.

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