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Risco Brasil já é 50% maior em 2021 e deve subir ainda mais até a eleição

VEJA Mercado: índice avalia o risco de se investir no país

Por Diego Gimenes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 dez 2021, 16h56 | Atualizado em 16 dez 2021, 16h58
Risco Brasil já é 50% maior em 2021 e deve subir ainda mais até a eleição Priorizar nos meus resultados Google

PEC dos precatórios, estagnação da economia, inflação e crises política e institucional. Para os analistas, não faltaram fatores para o risco Brasil, ou CDS (Credit Default Swap) de 5 anos, explodir em 2021. Sem falar nas eleições, que já contaminam o ambiente de negócios brasileiro e devem obter ainda mais peso nessa conta no ano que vem. O índice é medido em pontos. Para se ter uma ideia, se o risco Brasil é de 100 pontos, o investidor precisa receber 1 ponto percentual a mais em um título do que ele receberia no Tesouro americano, que é o índice de referência. Atualmente, o risco Brasil é de 220,9 pontos, considerado alto, e representa um crescimento de 50% em relação ao início do ano. “O índice oscilou para baixo no início de dezembro, mas é uma redução mínima pois ainda está em um nível bem acima da média dos últimos anos, e revela que existe um grande receio de se investir no Brasil”, avalia Guilherme Zanin, analista da Avenue.

Mesmo os juros mais altos praticados pelo Banco Central não atraíram capital suficiente para, por exemplo, conter a alta do dólar no país, que está na faixa dos 5,70 reais, sobretudo após a decisão do Fed de acelerar o tapering e subir os juros americanos antes do que se esperava. Para 2022, a expectativa não é muito animadora. “É eleição na veia. Em 2018, o CDS chegou a bater 311 pontos, e deve chegar muito perto ou até ultrapassar esse número ao longo do próximo ano. O investidor já está preocupado com o cenário conturbado e polarizado da política, e o prêmio de risco fica ainda mais alto”, pontua Zanin.

Historicamente, o risco Brasil costuma ceder após a eleição pois a definição de um novo governo melhora a visibilidade para os próximos anos, mas até lá, a promessa é de bastante volatilidade.

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