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Por que Trump quer tanto juros baixos nos Estados Unidos

Economista em entrevista ao programa mercado diz que a preocupação é principalmente a dívida pública

Por Veruska Costa Donato 30 jan 2026, 16h32 • Atualizado em 30 jan 2026, 17h08
  • Donald Trump voltou a chacoalhar os mercados ao anunciar, por meio de uma postagem em rede social, a indicação de Kevin Warsh para suceder Jerome Powell na presidência do Federal Reserve. Warsh foi governador do banco central americano entre 2006 e 2011, atuou durante a crise financeira global e é visto como um nome técnico com boa interlocução no mercado. A nomeação ainda depende de sabatina e aprovação do Senado, mas chamou atenção porque o economista passou a defender recentemente cortes de juros — postura alinhada ao discurso de Trump — o que pode sinalizar um Fed mais dividido e sensível às pressões políticas.

    O anúncio ocorre em meio a um quadro fiscal delicado nos Estados Unidos. A dívida pública bruta do país já supera US$ 38 trilhões, perto de 124% do PIB, enquanto o déficit anual segue acima da casa de US$ 1,5 trilhão, segundo estimativas recentes. O tamanho do endividamento tem aumentado o foco dos investidores sobre o custo de financiamento do governo americano, tornando as decisões do Fed ainda mais relevantes para a trajetória fiscal e para as expectativas de inflação e crescimento.

    Para o mercado, a combinação entre uma possível mudança no comando do banco central e a fragilidade das contas públicas tende a manter a volatilidade elevada. Analistas avaliam que Trump busca juros mais baixos para aliviar a dinâmica da dívida e sustentar Wall Street — peça-chave do seu discurso econômico — mesmo que isso mantenha o dólar mais fraco. A leitura predominante é de cautela: apesar do currículo de Warsh, a indicação é vista inicialmente como mais política do que o ideal, num momento em que a política monetária americana continua sendo o principal termômetro global de liquidez.

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