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Para Guedes, maior poder a Ciro Nogueira esvazia pressões na Economia

A visão do ministro da Economia sobre decisão que dá poderes a Ciro Nogueira

Por Victor Irajá 14 jan 2022, 09h50

O ministro da Economia, Paulo Guedes, está tranquilo com o decreto do presidente Jair Bolsonaro que limita atribuições de sua pasta na gestão do Orçamento deste ano, repassando poderes ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, na gestão e liberação de recursos. Os dois ministros trabalharam por meses na decisão, que, segundo Guedes, diminuirá as pressões sobre a Economia pela liberação de verbas e reduzirá o empoçamento de recursos de 50 bilhões de reais para cerca de 20 bilhões de reais, segundo suas contas.

“Cortes e prioridades fora da Casa Civil produzem desgaste e disfuncionalidades, como empoçamentos de recursos”, defendeu ele a um assessor. “Sobram recursos em alguns ministérios enquanto faltam em outros”. Segundo este assessor, Guedes argumentou que o desgaste político de realizar cortes caía sempre nas costas dele, e que o fatiamento das atribuições divide as responsabilidades. Para Guedes, a repercussão do tema é exagerada, já que a Casa Civil já fazia parte da Junta de Execução Orçamentária.

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