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Radar Econômico

Por Pedro Gil
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Opep não cede à pressão e preço da gasolina deve continuar elevado

VEJA Mercado: entidade decide não elevar produção da commodity além do que já estava previsto; estoques nos EUA caem mais do que o esperado

Por Diego Gimenes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 2 dez 2021, 17h26 - Publicado em 2 dez 2021, 17h25

O apelo e as ameaças do presidente americano Joe Biden não surtiram efeito. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) decidiu manter a política de aumento gradual na produção global de petróleo e vai elevar em somente 400 mil barris diários a oferta da commodity para o mês de janeiro, enquanto o democrata pedia uma aceleração no ritmo para atender a demanda sem que a gasolina disparasse. Assim, os preços devem continuar pressionados não apenas por lá, mas em todo o mundo. Os Estados Unidos anunciaram a liberação de 50 milhões de barris de petróleo da reserva nacional para tentar conter a cotação, mas ainda levará algumas semanas para a commodity chegar ao mercado.

Ao mesmo tempo, os estoques estão secando. Na última semana, caíram 909 mil barris, contra a expectativa de 800 mil do mercado. “Democracia não é uma palavra querida na Opep, tampouco cooperação. A Opep ainda comanda o mercado de petróleo e derivados pelo mundo, e não tem muita saída, a gasolina no Brasil deve seguir o preço internacional. Nós projetamos que o petróleo vai rondar a faixa dos 70 dólares o barril até o final 2022”, avalia Vinicius Buriche, analista da Inside Research. Às 17h25, os petróleos tipo Wti e Brent subiam 2,4% e 2,1%, a 67,1 dólares e 70,3 dólares o barril, respectivamente. Desse jeito, vai ser difícil ver a gasolina baixar tão cedo.


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