Mudanças à vista no FGC? Mercado aposta que sim
Esse é o principal assunto do programa Mercado desta quinta-feira
O episódio do banco Pleno reacende o debate sobre possíveis mudanças nas regras do FGC. Economistas ouvidos pelo programa Mercado dizem que entre as propostas em discussão estão o endurecimento dos limites de garantia oferecidos pelo fundo, o aumento de aportes por parte de bancos médios e pequenos, a criação de um possível custo adicional aos clientes e que estaria embutido nas aplicações como espécie de seguro para operações de maior risco e por último a devolução apenas do recurso principal investido, sem o pagamento de juros, em casos de liquidação da instituição.
Com o novo caso, o FGC amplia o volume de recursos mobilizados nas liquidações relacionadas ao chamado “caso Master”. Segundo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o volume de depósitos cobertos no Banco Pleno soma R$ 4,9 bilhões, e cerca de 160 mil clientes têm direito à garantia após a decisão da autoridade monetária.
Entenda
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., instituições que integravam o grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. O fundo já desembolsou mais de R$ 50 bilhões a clientes de instituições liquidadas pelo Banco Central nesse contexto, montante que pode se aproximar de R$ 60 bilhões conforme os pagamentos avancem. Apesar da cifra elevada, o mercado avalia que não há risco sistêmico para o sistema financeiro com a liquidação do Pleno, e que o BC tem agido de forma técnica.





