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Mercado aprovou decisão do ministro Flávio Dino de suspender penduricalhos

O Programa Mercado vai discutir este assunto hoje a partir das 10h

Por Veruska Costa Donato 6 fev 2026, 06h53 •
  • A decisão ontem do ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal, teve a aprovação da maioria dos economistas e analistas de mercado. O aumento para servidores do Legislativo já vinha sendo debatida, e com alto potencial de aumentar o rombo nas contas públicas. Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o pacote é sinal de frouxidão fiscal: “O Legislativo, que já tem abocanhado uma fatia muito grande do orçamento, não tem contribuído para que a gente tenha um ambiente fiscal melhor”, afirmou. Ele foi ainda mais duro ao comentar a criação também pelos deputados esta semana de quase 20 mil cargos públicos: “Cria cargos, cria institutos… primeiro que isso é uma ação amoral… o país vem de uma pobreza gigantesca ainda”. A proposta ainda precisa da aprovação do Senado.

    Maior gasto público, Selic alta

    Agostini também ligou o avanço das despesas à política monetária: “Faz com que o Banco Central tenha que manter juros elevado… hoje a taxa está em 15% justamente por conta desses gastos fiscais”. Na mesma linha, Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Investimentos, disse que o cenário atual dificulta a redução do custo do dinheiro. “A gente está falando de um juro real de 10%, que é insustentável no longo prazo, porque isso tem um impacto super negativo na vida de todo mundo e na dívida pública”, declarou. Para ele, falta coordenação: “A política fiscal vai para um lado mais expansionista e a política monetária trabalha sozinha”, além de alertar que investidores só aceitarão juros menores quando enxergarem inflexão clara na trajetória da dívida.

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    Lula decide

    O tema ganhou ainda mais tração após a decisão do ministro Flávio Dino. Na avaliação dos economistas, a combinação de reajustes no Congresso e maior vigilância do Judiciário ocorre num momento delicado, em que a relação dívida/PIB pode se aproximar de 84% ao fim do mandato atual. Caberá agora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar, ou não, a ‘bomba’ enviada pelo Congresso.

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