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Lula faz manobra ousada no tarifaço e Trump dá ultimato a Rússia e Ucrânia

Mercado debate a estratégia da AGU para se aproximar dos EUA e as ameaças de Trump a Putin, Zelensky e até Xi Jinping

Por Diego Gimenes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 ago 2025, 08h00 • Atualizado em 26 ago 2025, 11h59
  • Mercado | 26 de agosto de 2025.

    As bolsas europeias e os futuros americanos são negociados em alta na manhã desta terça-feira, 26. Márcio Elias Rosa, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), reconheceu a improdutividade das negociações do Brasil com os Estados Unidos no âmbito do tarifaço. Em evento do Grupo Esfera, ele afirmou que as conversas foram “pouco produtivas” porque “não existe contraproposta do lado de lá”. Desta forma, o governo Lula deu uma nova cartada para tentar se aproximar das autoridades americanas. A Advocacia-Geral da União (AGU) autorizou e está em vias de fechar um acordo com um escritório americano de advocacia para tentar melhorar a comunicação com o governo do presidente Donald Trump.

    A atividade de lobby é legalizada nos Estados Unidos, mas o governo brasileiro nega oficialmente que esteja contratando lobistas para discutir o caso. A AGU diz que os advogados poderão defender os interesses nacionais em tribunais dos EUA e também de forma extrajudicial. A ideia é fazer um contraponto à atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro, que já admitiu publicamente articular para o aumento de sanções contra o Brasil. No exterior, Trump deu um ultimato a Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky e afirmou que os presidentes de Rússia e Ucrânia precisam se encontrar pessoalmente — sob o risco de “consequências” caso os líderes não cedam. O presidente americano disse ainda que a China precisa fornecer metais preciosos aos EUA ou, caso contrário, poderia impor uma tarifa de 200% contra os chineses.

    Diego Gimenes entrevista Ricardo Rocha, professor de Finanças do Insper. Pablo Ibanez, professor de Relações Internacionais do Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFFR), também participa da edição. A primeira deflação do Brasil em dois anos e o debate sobre os cortes de juros no país foram destaque da edição. A falta de precedente históricos para a intromissão de Donald Trump no Banco Central americano e os riscos em torno da demissão da diretora Lisa Cook também são assuntos da edição. O VEJA Mercado é transmitido de segunda a sexta, ao vivo no YouTube e nas redes sociais, a partir das 10h.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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