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EUA questionam bancos sobre sanção a Moraes e gringos surpreendem na bolsa

Mercado debate o ultimato do Tesouro aos grandes bancos, o otimismo de investidores estrangeiros e o iminente acordo entre UE e Mercosul

Por Diego Gimenes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 set 2025, 08h00 • Atualizado em 4 set 2025, 12h57
  • VEJA Mercado | 04 de setembro de 2025.

    As bolsas europeias e os futuros americanos são negociados em alta na manhã desta quinta-feira, 4. Os investidores estrangeiros tiveram uma reação surpreendente ao impasse que envolve o presidente Lula, o presidente americano Donald Trump e o ministro Alexandre de Moraes. Em agosto, mês marcado pelo início da cobrança de tarifas de 50% contra o Brasil e pela sanção americana contra Moraes, os estrangeiros aportaram 1,17 bilhão de reais em recursos na bolsa de valores brasileira. No ano, o saldo é positivo em 24 bilhões de reais.

    Tudo indica que a nuvem de tensão não vai se afastar tão logo do Brasil. Os grandes bancos brasileiros teriam recebido uma notificação do Departamento do Tesouro dos EUA questionando a aplicação das punições da Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo. A notificação foi feita durante o julgamento da tentativa de golpe de Estado no STF, que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 7 réus à prisão.

    No Brasil, os dados do PIB do segundo trimestre ligaram um sinal de alerta no mercado sobre o risco de recessão técnica no país e a necessidade de cortes de juros na economia. O Banco Central barrou a aquisição do Banco Master pelo banco estatal BRB e um projeto que diminui a autonomia do BC e prevê a demissão de diretores da instituição por parte do Congresso começou a tramitar em Brasília.

    Já no campo comercial, a Comissão Europeia aprovou o acordo de livre-comércio com o Mercosul e abriu o caminho para a votação final do texto entre os 27 países que compõem a União Europeia. Diego Gimenes entrevista André Valério, economista sênior do Banco Inter. O especialista afirmou que a necessidade cortes de juros ainda em 2025 aumentou e que o acordo entre UE e Mercosul deve ser encarado com mais otimismo. Diogo Schelp, editor de VEJA, também participa da edição e comenta a ofensiva americana à Venezuela e o poderio bélico da China em desfile militar. O VEJA Mercado é transmitido de segunda a sexta, ao vivo no YouTube e nas redes sociais, a partir das 10h.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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