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‘Direita ou esquerda’ todos querem controlar o BC

Economista critica as tentativas de acabar com a autonomia do Banco Central

Por Veruska Costa Donato 18 mar 2026, 13h50 •
  • A autonomia do Banco Central parece nunca ter saído da pauta do Congresso. Deputados do PT querem discutir uma lei que se aprovada passa o comando do BC para o Ministério da Fazenda. Na análise do economista Alberto Ajzental, a discussão do assunto passa, antes de tudo, por entender quem está no comando das decisões. Ele lembra que o político, por natureza, busca resultado rápido — crescimento, emprego, popularidade — muitas vezes à custa de desequilíbrios no futuro. E é justamente aí que mora o risco: usar juros e crédito como ferramenta de curto prazo pode até gerar alívio imediato, mas tende a cobrar um preço mais alto depois. Não por acaso, Ajzental destaca que pressões sobre bancos centrais acontecem em diferentes espectros, “independente de direita e esquerda, os políticos querem controlar o Banco Central”, diz.

    Papel técnico

    Do outro lado está o papel técnico da autoridade monetária. O Banco Central atua para equilibrar duas forças que raramente andam juntas: controlar a inflação e manter o desemprego sob controle. Para isso, utiliza instrumentos como juros e regulação de liquidez, sempre com foco em previsibilidade. E aqui entra um conceito-chave que o economista traduz bem: a tal da “ancoragem das expectativas”. Em bom português, significa fazer com que empresas e consumidores confiem que a inflação vai ficar sob controle. Sem essa confiança, os preços sobem antes mesmo de qualquer decisão prática.

    Alerta

    Por fim, Ajzental faz um alerta que vai além da teoria econômica. Em uma democracia, o poder muda de mãos — e enfraquecer a autonomia do Banco Central hoje pode virar um problema amanhã. A ideia de uma independência “meio termo”, sob supervisão política, é descartada por ele com uma metáfora direta: “não existe metade grávida”. Ou o Banco Central tem autonomia real, ou estará sujeito a interferências. E, nesse caso, o risco não é só técnico — é de credibilidade, algo que a economia demora anos para construir e pode perder muito rápido.

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