Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

De 10 reais que passam pelo Mercado Livre, ao menos 8 são tributados

Radar Econômico mostrou em primeira mão que grandes varejistas preparam ofensiva no Cade contra a companhia; empresa se defende

Por Machado da Costa Atualizado em 9 fev 2021, 13h04 - Publicado em 9 fev 2021, 11h33

O Mercado Livre, empresa argentina que administra o maior marketplace virtual do Brasil, defendeu-se das acusações de que são um “camelódromo digital” e que pratica concorrência desleal ao fomentar a informalidade. O Radar Econômico informou, em primeira mão, que grandes varejistas preparam uma ofensiva no Cade para obrigar que o Mercado Livre exija notas fiscais de todas as vendas realizadas em seu marketplace.

Fernando Yunes, vice-presidente do Mercado Livre no Brasil, falou ao Radar Econômico que atualmente 82% das vendas no site passam pelo centro de distribuição do grupo no Brasil. Isso significa que de cada 10 reais que passam pelos sistemas da companhia, 8 são tributados. “Investimos 4 bilhões de reais para facilitar a distribuição dos produtos vendidos no Mercado Livre e isso nos permitiu, em pouco mais de 2 anos, trazer mais de 80% de tudo o que é vendido para dentro de nossos centros logísticos. Todo vendedor que trabalha com nosso centro de distribuição paga imposto e nós pagamos também sobre 100% de nosso faturamento”, afirma. Além disso, Yunes afirma que esse percentual subirá para 90% em março, com o empurrão em direção a formalização que a companhia está dando em vendedores. “Somente no ano passado, ajudamos a formalizar 61.000 vendedores que eram pessoas físicas. São mais de 600.000 vendedores formalizados em nossos sistemas”, garante.

Além disso, Yunes afirma que destes 10% restantes cujas mercadorias não passam pelos centros de distribuição do Mercado Livre, e que, por tanto, a empresa não tem controle sobre a emissão da nota fiscal, metade (ou seja, 5% de todas as vendas no site) são de pessoas jurídicas que possuem logística própria, como grandes fabricantes de eletrodomésticos. “No fim das contas, sobram apenas 5% de vendedores pessoas físicas que ofertam para outras pessoas físicas e que, após se desenvolverem como vendedores, trazemos para a formalização. Nossa missão é democratizar o e-commerce e é assim que fazemos, abrindo uma porta em direção à profissionalização”, diz.

+ Siga o Radar Econômico no Twitter

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês