Como PCC usou ‘paraíso fiscal’ de fundos e fintechs em esquema bilionário
Operação Carbono Oculto alcançou pelo menos 42 endereços na avenida Faria Lima, em São Paulo
Em entrevista coletiva no Ministério Público de São Paulo, Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, destacou o que chamou de ‘paraíso fiscal’ dentro do Brasil, que foi utilizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para esquema que envolveria empresas de pagamento, corretoras e fundos de investimento. “Há um paraíso fiscal no Brasil formado por fintechs e fundos de investimento, que é a grande novidade dessa operação”, diz. Fintechs e fundos não têm todas as obrigações de transparência juntos ao Banco Central (BC).
Segundo Barreirinhas, foram movimentados quase 70 bilhões de reais com as operações deflagradas nesta quinta-feira, 28. “No cerne de todas as investigações aparecem as fintechs. Muitas delas são instrumentalizadas de maneira sofisticada com fundos de investimentos. A principal razão disso é porque há um limbo regulatório”, diz.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:





