A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 14, operação com 42 mandados de busca e apreensão contra o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A ação reforça a necessidade de depuração institucional diante de suspeitas relevantes e da opacidade que cercava o caso.
Segundo o advogado Bruno Perri, o movimento ajuda a separar a esfera criminal da financeira, abrindo espaço para que o processo de liquidação avance de forma técnica, sem interferências externas.
Nos bastidores, trouxe alívio o recuo do Tribunal de Contas da União, que reconheceu a prerrogativa do Banco Central na condução do processo. A sinalização pública do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também foi interpretada como respaldo institucional importante ao trabalho da autoridade monetária. Haddad afirmou que o caso Master pode ser a maior fraude bancária da história do país.
Para o mercado, a expectativa agora é de que o processo siga sem novos ruídos: liquidação, indenizações e responsabilização de ilícitos, sem risco de contaminação sistêmica. A demora nos pagamentos do Fundo Garantidor de Crédito, no entanto, continua no radar e pressiona o setor por respostas rápidas.





