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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Commodities carregam alta do Ibovespa após tensão com juros; Vale dispara

VEJA Mercado: enquanto os investidores ainda digerem a ata do Fed, petrolíferas e mineradoras sobem e garantem a bolsa no azul

Por Diego Gimenes Atualizado em 7 jan 2022, 18h48 - Publicado em 7 jan 2022, 18h47

VEJA Mercado | Fechamento | 7 de janeiro.

O mercado ainda não digeriu por inteiro a notícia de que os juros nos EUA devem voltar a subir já em março, mas tenta, de alguma forma, tocar os negócios. Os destaques desta sexta-feira foram as commodities. Tanto as petrolíferas quanto as siderúrgicas e as mineradoras garantiram o dia de lucro do Ibovespa, que avançou 1,14%, a 102.719 pontos. A Vale disparou 4,93%. Usiminas e CSN não ficaram para trás e subiram 4,78% e 4,24, respectivamente. As altas se devem à expectativa de retomada da demanda por minério na China. Em Dalian, a commodity subiu mais de 6% no acumulado da semana, a 112,8 dólares a tonelada. No lado das petrolíferas, embora o petróleo brent tenha ficado no zero a zero, o elevado patamar de 81,9 dólares o barril e as perdas semanais dessas empresas em função do estresse dos primeiros dias do ano fizeram os papéis recuperarem parte do prejuízo. 3R Petroleum, recém-chegada ao Ibovespa, e Petrorio fecharam em altas de 6,9% e 4,6%, nessa ordem. A Petrobras subiu 0,5%. O dólar, na contramão, fechou em queda de 0,85%, a 5,631 reais.

Outro destaque do índice foi o Banco Inter, que registrou a maior alta do dia ao subir 15,46%. Para os analistas, a menor liquidez do papel provoca uma volatilidade muito grande nos fluxos de compra e venda. “Houve uma liquidação de uma posição relevante de Banco Inter nos primeiros dias do ano que afundou o papel. Quando o fluxo vendedor passa, é natural que a ação recupere parte do prejuízo”, avalia Flávio Aragão, sócio da gestora 051 Capital. No ano, os papéis do banco digital ainda acumulam baixa de 6,44%. O varejo, mais uma vez, foi o vilão da balança. O mercado vê com descrença uma eventual recuperação do setor no curto prazo. “O baixo poder de compra da população agrava a situação dessas empresas, que também são prejudicadas pelo aumento de juros”, diz Aragão. Americanas e Via fecharam em quedas de 5,33% e 4,36%, respectivamente.

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