ASSINE VEJA NEGÓCIOS
Imagem Blog

Radar Econômico

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças

Banqueiros alertam Guedes sobre os R$ 600 bi de dívida que vencem em 2021

Custo da dívida pode subir ano que vem com caixa menor dos bancos

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 out 2020, 10h34 | Atualizado em 4 jun 2024, 14h49
Banqueiros alertam Guedes sobre os R$ 600 bi de dívida que vencem em 2021 Priorizar nos meus resultados Google

Ao menos dois importantes bancos levaram ao secretário do Tesouro, Bruno Funchal e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a preocupação deles com a sustentabilidade de curto prazo da dívida brasileira. Eles alertaram para a ausência de recursos nos bancos para financiar os mais de 600 bilhões de reais que o governo precisará rolar de dívida nos próximos 12 meses.

O montante, apesar de colossal, não seria um problema em um ano normal. Mas como o Tesouro colocou no mercado, recentemente, muita dívida com vencimento curto para conseguir se financiar durante a pandemia, muitos banqueiros acabaram queimando caixa para aproveitar o momento de títulos curtos e com bom retorno. Ano que vem, eles alertam, não terão tanto caixa assim para financiar o governo na taxa que ele quiser. Ou seja, ficará bem mais caro. Atualmente o governo já tem dificuldade de colocar na rua títulos com menos do que 6% de juros anuais — mesmo com a Selic valendo 2% ao ano. Esses banqueiros disseram que isso pode disparar ano que vem, para 8% ou 10%.

A alternativa levada para Funchal e Guedes é que o governo se financie no exterior. Sim, dívida externa — apesar da conotação negativa e os pesadelos que isso possa gerar em economistas mais antigos. A lógica dos banqueiros é que o real se valorizará no ano que vem, o montante não precisaria ultrapassar 50 bilhões de dólares para rolar mais de 40% desse dívida vincenda, e mostraria para o mercado que o governo tem poder de fogo para manter o custo da dívida baixo. A pegadinha: isso deveria estar sendo feito agora, porque no próximo ano, todos os emergentes vão recorrer a bancos estrangeiros para se financiar e o Brasil, com sua nota de crédito pífia, pode ficar sem.

+ Siga o Radar Econômico no Twitter

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).