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A tal ‘calibragem’ de Galípolo é a palavra-chave do mercado nesta terça

O programa Mercado vai repercutir o IPCA e a 'calibragem' na política monetária, hoje às 10h

Por Veruska Costa Donato 10 fev 2026, 06h43 •
  • O que quis dizer Gabriel Galípolo ao usar o termo ‘calibragem’? O mercado enxerga que essa é a palavra-chave do momento e repercute a declaração do presidente do Banco Central ,ontem, durante evento na Associação Brasileira de Bancos. Em bom português: o BC reconhece que o cenário mudou desde que a Selic chegou aos atuais 15% ao ano, com sinais claros de melhora da inflação, mas não vê espaço para comemoração antecipada.

    No dia em que o IBGE divulga o IPCA com os dados da inflação de janeiro, a expectativa com o ciclo de cortes vai ganhando lupa, mas ainda são grandes as apostas para que esse corte comece em março, na próxima reunião do Copom. “Não fazer um reconhecimento de que a gente está numa situação diferente do que estávamos quando se concluiu pela alta faria pouco sentido”, afirmou. Ao mesmo tempo, ele afastou qualquer leitura triunfalista: a economia segue resiliente, os dados ainda pedem atenção e o ajuste será fino — quase milimétrico.

    É o BC sendo BC com a missão de garantir estabilidade de preços, mas de olho olha no funcionamento do sistema financeiro, o nível de atividade e o emprego. Como ensinou Milton Friedman, prêmio Nobel de Economia, “a inflação é sempre e em qualquer lugar um fenômeno monetário”. Errar a mão nos juros custa caro — para a inflação e para o crescimento.

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