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Bolsa bate recorde e dólar desaba após virada radical na economia dos EUA

Mercado debate a partir das 10h o payroll de agosto dos EUA, a inesperada balança comercial do Brasil e a investigação de Trump contra desafeto

Por Diego Gimenes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 set 2025, 08h00 • Atualizado em 6 set 2025, 14h05
  • VEJA Mercado | 05 de setembro de 2025.

    As bolsas europeias e os futuros americanos são negociados em alta na manhã desta sexta-feira, 5. O Brasil teve um resultado surpreendente nas suas exportações em agosto, mês marcado pelo início da cobrança de tarifas de 50% pelos Estados Unidos. A balança comercial do país foi positiva em 6,1 bilhões de dólares — cifra 35% maior do que a registrada em agosto de 2024 e maior do que a expectativa média do mercado, que apontava para algo em torno de 4,5 bilhões de dólares. As exportações somaram 29,8 bilhões de dólares no mês, 4% a mais do que um ano atrás. Por outro lado, o total das exportações para os Estados Unidos caiu 18,5% na comparação com agosto de 2024. A participação dos EUA no total das vendas do Brasil caiu de 11,8% para 9,3% em um ano. No mercado, as ações do banco BRB caíram 3,5% depois de o Banco Central barrar uma aquisição de ativos do Banco Master

    No exterior, o presidente americano Donald Trump disparou o início das investigações contra Lisa Cook, diretora demitida do Banco Central americano, por uma suposta fraude hipotecária. Os EUA publicaram os dados de emprego do mês de agosto, o chamado payroll, que balançam o mercado financeiro e acendem o debate sobre a possibilidade de cortes de juros na maior economia do mundo daqui duas semanas. A maior economia do mundo surpreendeu e abriu apenas 22 mil novos postos de trabalho em agosto, muito menos do que a projeção do mercado que apontava para a abertura de 75 mil novos postos de trabalho no mês passado.

    Dessa forma, cresce, e muito, a probabilidade de o Federal Reserve iniciar o ciclo de cortes de juros nos EUA já na próxima reunião do comitê, marcada para o dia 17 de setembro. E mais, o monitor em tempo real FedWatch indica uma probabilidade de 70% de o Fed realizar três cortes de juros de 0,25 ponto percentual ainda em 2025. Em reação a essa virada inesperada na economia americana, o dólar comercial cai 1% e está cotado a 5,39 reais na manhã desta sexta-feira no Brasil. O Ibovespa sobe 1,5% e bate um recorde nominal de pontos ao ultrapassar a barreira dos 143 mil pontos pela primeira vez na história.

    Diego Gimenes entrevista Beto Saadia, diretor de investimentos da Nomos. O especialista entende que a mudança de cenário nos EUA tende a acentuar a queda do dólar no Brasil e pode dar argumentos ao Copom para iniciar os cortes de juros no Brasil ainda neste ano. Felipe Erlich, repórter de VEJA, também participa da edição e fala sobre os desdobramentos do caso Master. O VEJA Mercado é transmitido de segunda a sexta, ao vivo no YouTube e nas redes sociais, a partir das 10h.

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