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Negócios, Mercados & Cia
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Consórcio: saída para escapar dos juros altos?

O setor movimentou R$ 4,2 bilhões no primeiro trimestre do ano, com crescimento 16% em relação ao mesmo período de 2022

Por Neuza Sanches Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 14 Maio 2024, 00h05 - Publicado em 25 jul 2023, 09h00

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central está marcada para a semana que vem, nos próximos dias 1.º e 2. O colegiado é responsável por definir a taxa básica de juros do país, a Selic. Há grande expectativa, no governo e até mesmo no mercado, de que a reunião termine com um corte estimado em 0,25 ponto percentual, o que reduziria a Selic dos atuais 13,75% para 13,5% ao ano

Com taxas tão altas assim, quem pode tenta buscar opções para financiar a compra de bens de maior valor – como uma casa, um carro ou mesmo uma nova geladeira – e fugir dos financiamentos bancários tradicionais. E, nessa busca, o consórcio tem atraído mais interessados.

Com 9,6 milhões de participantes ativos, o segmento movimentou R$ 4,2 bilhões no primeiro trimestre do ano, o que representou um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2022. Ele ampliou seu espaço até mesmo em operações do mercado B2B.

 “É muito mais barato fazer um consórcio para uma construtora do que fazer isso via empréstimo ou financiamento. Com essa taxa de juros, os financiamentos estão custando três vezes o valor do imóvel. Enquanto que no consórcio não existe taxa de juros, e, sim, taxa de administração”, afirma Maira Fonseca, diretora da Wiz Parceiros, da unidade de negócio de consórcio e crédito da Wiz Co., com mais de 24 mil pontos de vendas em todo o País.

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O consórcio é uma modalidade de compra em que um grupo de pessoas se une para adquirir um bem, como imóveis, carros ou eletroeletrônicos. Segundo especialistas, uma das principais vantagens nesse tipo de operação é que não há incidência de juros nos mesmos patamares hoje do mercado, mas uma taxa de administração – hoje, em média, de 18%, que é diluída ao longo do prazo do consórcio. Essa taxa é fixada no momento da abertura do grupo, e não varia com a taxa de juros. Porém, quando um grupo é lançado, a administradora pode levar em consideração a Selic para compor a taxa do grupo.

“O brasileiro gosta e adere muito ao consórcio como saída para fugir das altas taxas de juros para adquirir bens de consumo duráveis”, acrescenta Maira. É fato. As adesões aos consórcios de janeiro a maio – 1,63 milhão – foram as melhores da década. Para se ter ideia, houve 110,24 mil vendas de novas cotas (novos consorciados) para os chamados itens “pesados”, como os automóveis, entre Janeiro e maio de 2023 – crescimento: 15,3% em relação ao mesmo período do ano passado que ficou em 95,58 mil.

Cabe ressaltar que a taxa de administração no consórcio é uma taxa que se aplica sobre o valor da cota, e não mensalmente/anualmente. Por exemplo: numa carta de R$ 100 mil com uma taxa de 18%, o valor final que o consorciado irá pagar é de 118 mil. Essa taxa é paga mensalmente, embora seja pré-fixada na abertura do grupo, e não sofra reajuste. O percentual é diluído, não é pago de uma só vez. Por exemplo, neste caso de uma carta de R$ 100 mil com uma taxa de 18% e prazo de 60 meses, para calcular a parcela basta pegar o resultado de R$ 100 mil + 18%, ou seja, R$ 118 mil, e dividi-lo por 60. Isso daria uma parcela mensal de R$ 1.966,66. É caro. Mas não deixa de ser uma saída diante da Selic, que dificilmente vai despencar nos próximos meses.

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