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Negócios, Mercados & Cia

CDB mais caro à vista: FGC encurralado após o caso Master

Possíveis mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos, após o caso Master, tendem a encarecer CDBs e exigir mais cuidado do investidor

Por Neuza Sanches Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 fev 2026, 10h00 •
  • Bancos de investimento e fintechs continuam empurrando CDBs como solução “segura” e rentável, mesmo depois do escândalo do Banco Master, usando o selo do FGC como argumento central de venda. A possibilidade, porém, é de que esse produto fique mais caro para o investidor se parte do custo do “seguro” ao FGC for repassado a distribuidores e emissores, que tendem a ajustar as taxas oferecidas para preservar sua margem.

    Vale relembrar: no caso Master, o banco captou agressivamente via CDBs com taxas muito acima da média de mercado, vendidos como supostamente protegidos pelo FGC, o que acabou produzindo o maior rombo bancário da história recente, estimado em mais de R$ 50 bilhões. Desse total, algo em torno R$ 41 bilhões estão dentro do escopo de cobertura do FGC, limitado a R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por instituição, valor que o fundo se comprometeu a devolver aos investidores elegíveis.

    O FGC já desembolsou mais de R$ 30 bilhões aos credores garantidos do Master, alcançando algo próximo de três quartos dos investidores com direito à cobertura, e projeta chegar perto de 90% dos clientes ao fim do processo. Isso significa que a maior parte dos pequenos aplicadores deve receber, mas às custas de uma sangria relevante do caixa do fundo, que depende de contribuições do próprio sistema bancário, e que agora pressiona por regras mais duras para emissores e distribuidores.

    Com a conta ficando pesada, as novas normas tendem a aumentar a contribuição de bancos que mais se alavancam em CDBs e a estreitar o espaço para ofertas com taxas “milagrosas” lastreadas na garantia do FGC. Para o investidor, na ponta do lápis, a chance de perda total dentro do teto segue baixa, mas o custo de oportunidade (meses sem receber, enquanto o dinheiro está travado) e o risco de ver a rentabilidade encolher tornam esses ganhos fáceis bem menos óbvios. Em valores acima do limite garantido, a equação piora: há risco concreto de ter de brigar na Justiça ou simplesmente perder uma parte relevante do capital.

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