Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Maílson da Nóbrega

Por Coluna
Blog do economista Maílson da Nóbrega: política, economia e história
Continua após publicidade

Resultado do PIB vem bem melhor do que o esperado

Desaceleração em relação ao 1º trimestre se explica pela queda observada na agropecuária; haverá revisão generalizada nas estimativas para o PIB

Por Maílson da Nóbrega Atualizado em 13 Maio 2024, 21h26 - Publicado em 1 set 2023, 09h36

O PIB cresceu 0,9% no segundo trimestre, em termos dessazonalizados. Chegou-se a estimar, no início do período, uma queda de 0,3%.  As surpresas vieram em todos os setores, particularmente na agropecuária, que caiu apenas 0,9% (previsão de -8%). A indústria e os serviços também vieram melhores, mas não tanto quanto a agropecuária. Com o resultado, haverá generalizada revisão das estimativas do PIB para 2023.

A indústria cresceu 0,9%, também em termos dessazonalizados. O segmento de transformação ficou, todavia, praticamente estagnado, crescendo apenas 0,3%, o que reflete a baixa produtividade e competividade, que se tem observado nos últimos anos. Esse desempenho medíocre tende a continuar, sob o efeito restritivo da taxa de juros, que vai continuar alta nos próximos meses, apesar de o Banco Central ter dado início a um ciclo de queda da Selic. 

A construção civil, com surpreendente desempenho, e o crescimento do mercado de trabalho, que beneficia as vendas de material de construção, foram os responsáveis pela melhora do resultado da indústria como um todo, assim como a indústria extrativa. Os serviços cresceram de forma moderada no trimestre (0,6%, dessazonalizado), comparativamente menos favorável do que o desempenho observado em período recente, que foi o efeito da recuperação dos serviços prestados às famílias. 

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,9%, sob a continuada influência da recuperação dos serviços prestados a esse segmento. A formação bruta de capital avançou 0,1%, mostrando uma ligeira recuperação do tombo sofrido no trimestre anterior, quando o segmento caiu expressivos 3%. 

No setor externo, as exportações aumentaram 2,9% no trimestre, em termos dessazonalizados, enquanto as importações se expandiram 4,5%. Na comparação anual, as exportações se expandiram 9,1%. As importações subiram 2,1%. Nessa métrica, é possível aquilatar a importância das vendas externas de commodities agrícolas para o desempenho positivo da balança comercial.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.