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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Inadimplência por desemprego está 12 vezes maior na pandemia

Dentre os motivos para a recusa de pagamento, a alegação de desemprego cresceu 1.123,59% e a alegação de descontrole financeiro subiu 19,63%

Por Manoel Schlindwein - Atualizado em 9 jul 2020, 13h23 - Publicado em 9 jul 2020, 11h32

Um levantamento feito com dados de recuperação de crédito de alguns dos principais bancos e instituições financeiras do país registrou o aumento de 50% nas recusas de pagamento de dívidas após o início da quarentena.

Dentre os motivos para a recusa de pagamento, a alegação de desemprego cresceu 1.123,59% e a alegação de descontrole financeiro subiu 19,63%. Outros motivos tiveram queda: aguardo de recursos de terceiros (-18%), endividamento com terceiros (-16,52%) e atraso de salário (-4,34%). As recusas de pagamento por motivo de doenças se mantiveram estáveis.

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Segundo Gabriel Camargo, CEO da Deep Center, empresa de análise de dados e inteligência artificial responsável pelo estudo, “a disponibilização do auxílio emergencial atenua um pouco a situação, porém não é suficiente. Analisando os dados, percebemos que 67% das pessoas contatadas demonstram boa fé em pagar suas dívidas, mas não conseguem efetivar de fato”.

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