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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Em plena pandemia, INSS sofre apagão nacional na perícia médica

A secretária da área e todos os 120 gestores espalhados pelo país pediram demissão em protesto pela abertura das agências sem medidas de segurança

Por Robson Bonin Atualizado em 29 jul 2020, 15h16 - Publicado em 29 jul 2020, 15h08

Uma bomba explodiu nesta semana no colo do presidente do INSS, Leonardo Rolim. Na esteira da guerra que virou a discussão da reabertura das agências da Previdência na pandemia, a secretária nacional de Perícia Médica, Karina Braido, pediu demissão junto com os 120 coordenadores e chefes regionais da perícia espalhados pelo país. Na prática, o sistema de perícia médica, vinculado ao Ministério da Economia e que presta serviço ao INSS, sofreu um apagão inédito no país.

O presidente do INSS estipulou nesta semana a data de 24 de agosto para a reabertura das agências. Os servidores alegam que o órgão não adotou as medidas se segurança para reabrir as agências, o que inviabiliza o trabalho.

A pressão, segundo integrantes do órgão, decorre do fato de o presidente do INSS ter contratado, em plena pandemia — com agências fechadas –, milhares de servidores aposentados para atuar nas agências. Esses contratados já geram custos para o órgão, mas não podem trabalhar sem que as agências reabram.

“O problema é que, como aposentados, os novos servidores também são do grupo de risco, uma equação que não fecha. O presidente do INSS está desesperado com isso porque o TCU está monitorando esse negócio”, diz um servidor do órgão que acompanha a guerra com os peritos.

As perícias são necessárias para permitir que trabalhadores recebam auxílio, retornem ao trabalho ou consigam a aposentadoria.

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