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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Derrubada de veto no Senado é prova de fogo para o novo líder do governo

Ricardo Barros terá de trabalhar para evitar que a Câmara siga os senadores e resgate pauta-bomba de reajuste salarial

Por Robson Bonin - Atualizado em 19 ago 2020, 19h51 - Publicado em 19 ago 2020, 19h50

Veja como Fernando Bezerra, o líder do governo no Senado, não ajudou seu colega da Câmara, o novo líder Ricardo Barros (PP-PR) em sua primeira missão no cargo.

Há pouco, na sessão do Congresso, o Senado votou para derrubar o veto de Jair Bolsonaro ao reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o final de 2021.

A proposta foi aprovada pelo Parlamento dentro do socorro financeiro a estados e municípios, mas acabou barrada pelo Palácio do Planalto.

A derrota do Planalto nesta quarta foi incentivada por votos de senadores do próprio governo, numa demonstração de que falta muito para as coisas ficarem tranquilas para o palácio nessa “nova velha política de coalizão”.

Como em toda sessão do Congresso, para a derrota do governo ser consumada é preciso que os deputados também promovam a traição vista no Senado. É aí que Barros vai suar a camisa.

Com o alarme criado pela votação dos senadores, os líderes da Câmara conseguiram adiar a votação na Casa para esta quinta, para ganhar tempo e tentar pavimentar uma unidade pró-governo. Quem acompanha a discussão diz que tem muito deputado governista querendo trair o novo líder e votar a favor da pauta-bomba.

A equipe de Paulo Guedes calcula que a derrubada do veto vá comprometer uma economia fiscal de até 132 bilhões de reais que poderiam ser poupados em 12 meses. Daí é possível medir o desespero no mercado.

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