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Bolsonaro deixa detalhe passar ao pressionar mercado de combustíveis

Alguém precisa avisar ao presidente

Por Pedro Carvalho - Atualizado em 22 jan 2020, 10h33 - Publicado em 22 jan 2020, 09h33

A pressão feita recentemente por Jair Bolsonaro em defesa de mecanismos que, segundo o próprio presidente, seriam suficientes para baixar o preço final dos combustíveis nos postos brasileiros revela um certo desconhecimento técnico dos processos necessários para atingir esse objetivo.

Um exemplo diz respeito à declaração de Bolsonaro no final da última semana quando, além de pressionar pela venda direta de etanol da usina ao posto, defendeu também que o óleo diesel e a gasolina importada que chega aos portos do País vá direto aos postos, sem passar pelas distribuidoras.

Esta ideia, porém, se mostra tecnicamente inviável por um detalhe absolutamente sustentável: o Brasil adiciona biocombustíveis aos combustíveis fósseis comercializados por aqui. E para se adicionar 27% de etanol anidro à gasolina e 11% de biodiesel ao diesel, há um processo industrial envolvido na cadeia produtiva e o que, por questões de segurança, obrigatoriamente é feito nos terminais de distribuição.

O mesmo vale para os combustíveis fósseis produzidos nas refinarias da Petrobras. Antes de ir aos postos, eles precisam passar pelo processo de adição de biocombustíveis, iniciativa, inclusive, que faz da matriz energética brasileira a mais limpa do mundo. Alguém precisa avisar ao presidente.

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