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Salles cria mercado de crédito de carbono para proteger florestas nativas

Objetivo é criar um mercado que incentive a iniciativa privada a proteger florestas nativas, como o Pantanal e a Amazônia

Por Machado da Costa - Atualizado em 29 set 2020, 08h55 - Publicado em 29 set 2020, 09h30

Um dos pontos de maior defasagem entre Brasil e Europa na proteção ambiental está no desenvolvimento do mercado de crédito de carbono. Criado após o protocolo de Kioto, este segmento específico no mercado financeiro permitiu que muitas empresas europeias transacionassem créditos para compensar emissões de maneira ágil e simples. Sempre houve muita restrição à entrada do Brasil neste mercado, pois poderia inundar com as certificações emitidas para florestas nativas. Agora, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, quer dar a volta nos europeus ao permitir a criação de um mercado 100% privado para facilitar o pagamento de serviços ambientais por meio da certificação de créditos de carbono. O programa tem o nome de Floresta+ Carbono e deverá ser lançado esta semana ainda.

A estimativa é que no primeiro ano o programa consiga negociar até 200 milhões de dólares em crédito de carbono e, para isso, o público alvo são as próprias empresas europeias. O entendimento é que muitas deles possuem em seus valores a proteção de florestas nativas, mas que o mercado europeu não dá essa opção. “Imaginamos até 100 projetos de conservação, principalmente no arco do desmatamento”, afirmou um secretário do MMA. Depois do Floresta+, que criou um sistema de pagamentos para serviços ambientais, esta é uma nova cartada de Salles para colocar o setor privado a favor da proteção ambiental.

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