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Saída da Ford aumenta pressão para volta do Ministério do Desenvolvimento

Parlamentares, desde o ano passado, têm passado ao presidente Jair Bolsonaro reclamações de empresários sobre dificuldades de interlocução

Por Machado da Costa Atualizado em 12 jan 2021, 09h28 - Publicado em 12 jan 2021, 09h21

Um dos primeiros efeitos políticos relacionados à decisão da Ford de deixar o Brasil é a volta da pressão para reinstituir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), absorvido em 2019 pelo Ministério da Economia, de Paulo Guedes. O diagnóstico dentro do Ministério é que a existência de uma pasta específica não teria salvado os 5.000 empregos bancados pela Ford, mas que o caso será explorado por políticos que possuem interesse no retorno da pasta. Um dos últimos ministros da Indústria, Marcos Pereira (Republicanos-SP) inclusive, disputa a cadeira da presidência da Câmara.

Além disso, outro postulante ao comanda da Casa, Baleia Rossi (MDB-SP), também tem forte ligação com a indústria. Ele foi o parlamentar escolhido pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) para encampar a PEC 45, a reforma tributária formulada por Bernardo Appy. O CCiF é custeado por Itaú, Natura, Souza Cruz, Braskem, Vale, Ambev, Votorantim e Huawei.

Não é de hoje que parlamentares pedem a volta do Mdic. Muitos ouvem de empresários que a interlocução com o governo foi dificultada pela extinção da pasta e desde o início do ano passado fazem pedidos ao pé do ouvido do presidente Jair Bolsonaro para reinstituir o Ministério. Paulo Guedes, contudo, tem barrado as discussões para desmembrar a pasta.

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