Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Queda da bolsa vai para a conta do minério de ferro

VEJA Mercado: commodity despenca na China e atinge em cheio as mineradoras e siderúrgicas, que têm grande peso no Ibovespa

Por Diego Gimenes 16 set 2021, 17h21

VEJA Mercado | Fechamento | 16 de setembro.

Está difícil subir. O Ibovespa segue em tendência de baixa e fechou o pregão desta quinta-feira em queda de 1,12%, a 113.778 pontos. Hoje, os analistas não tiveram dificuldades de explicar. A cotação do minério de ferro despencou 8% no porto de Qingdao, na China, próximo da marca de 100 dólares por tonelada, bem distante das máximas de 200 dólares atingidas meses atrás. A desaceleração da economia chinesa em função da variante delta e as consequentes restrições na produção de aço — também em virtude dos Jogos Olímpicos de Inverno previsto para março de 2022 — ainda devem ter efeito no preço do minério nos próximos meses. O setor de mineração e siderurgia representa quase 20% do Ibovespa, e qualquer baixa é sentida pelo índice. Vale, CSN e Usiminas fecharam em quedas de 3,87, 6,09% e 5,53, respectivamente.

A Petrobras, por sua vez, fechou em queda de 1,1%. O petróleo tipo Brent fechou a quinta-feira em estabilidade, mas após sucessivos dias em alta, caminho inverso ao da Petrobras, que tem sofrido com uma possível interferência estatal no preço dos combustíveis. Hoje, o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que a companhia precisa ter solidariedade com os brasileiros. “Esse ruídos de interferência na gasolina, capitaneados pelo Lira, são sempre indesejados”, diz Evandro Bertho, sócio-fundador da Nau Capital. Fato é que o Ibovespa tem custado a subir, mesmo com cenário exterior positivo e a vacinação contra a Covid-19 a passos largos no país. “A região de suporte é 113 mil pontos. Se o índice respeitar esse patamar, a próxima semana pode ser de altas, mas, se perder, pode abrir quedas ainda mais importantes”, avalia Stefany Oliveira, analista da Toro Investimentos.

Publicidade