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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Privatização da Eletrobras, petróleo e China: o combo que derrubou a bolsa

VEJA Mercado: incertezas sobre MP da Eletrobras, queda no preço do petróleo e China no controle da cotação do aço foram determinantes para baixa do Ibovespa

Por Diego Gimenes Atualizado em 17 jun 2021, 18h17 - Publicado em 17 jun 2021, 18h02

VEJA Mercado fechamento, 17 de junho.

Levando em conta que os papéis de Vale e Petrobras representam boa fatia das ações negociadas na bolsa brasileira, quando ambos vão mal, é improvável que algum outro setor seja capaz de reverter o rumo do Ibovespa. Esse é o diagnóstico da queda de 0,93% do índice, que fechou a 128.057 pontos nesta quinta-feira. Nem mesmo a boa abertura de sessão da bolsa, que chegou a operar em alta por influência dos bancos, foi capaz de sustentar os números até o fechamento. O preço do petróleo futuro tipo Brent, que chegou a cair mais de 3% durante o dia. A volatilidade prejudicou a Petrobras, que oscilou 3,77% para baixo.

Siderúrgica Nacional e Gerdau seguem em tendência de queda, assim como no pregão de ontem, pela decisão da China de usar as reservas de aço do país para conter o preço da commodity. Hoje, as ações caíram 5,07% e 4,31%, respectivamente. “Quando Vale, Petrobras e bancos operam em baixa, é muito difícil segurar o índice lá em cima”, diz Rodrigo Barreto, analista da Necton Investimentos. A Vale, embora menos prejudicada, fechou em baixa pela maré ruim das commodities no dia. Os papéis desvalorizaram 1,89%, também em função de um dólar que operou em queda durante o dia, o que desestimula as exportações. A moeda americana fechou cotada a 5,02 reais, queda de 0,74%.

A influência da Selic na bolsa de valores foi exercida principalmente no pregão de ontem, quando os bancos fecharam em alta. Ainda que no início de sessão os papéis tenham apresentado leve valorização, eles caíram na sequência num movimento natural de correção de lucros. “Quem espera a reunião sai atrasado”, avalia Barreto. O prazo curto de conclusão da privatização da Eletrobras também preocupou os investidores e pressionou os papéis da companhia, que fecharam em queda de 4,14%. “A sensação é de que não tem nada decidido”. No lado das altas, destaque para as varejistas, que operaram em alta pela expectativa de um aumento nas parcelas do Bolsa Família e prorrogação do auxílio emergencial. Magazine Luiza e Via fecharam em altas de 4,92% e 2,59%, respectivamente. Já depois do fim do pregão, depois de sete horas de discussão, o Senado aprovou o text0-base da MP, mas que poderá ser alterado com a votação dos destaques.

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