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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

O que ainda impede uma mobilização maior de caminhoneiros

Apesar das reclamações pelo aumento do diesel, há fatores que estão compensando e garantindo lucro aos motoristas

Por Machado da Costa Atualizado em 2 mar 2021, 10h07 - Publicado em 2 mar 2021, 10h01

Alguns grupos de caminhoneiros, nesta segunda-feira, 1º, tentaram organizar um levante contra o governo. Líderes reconhecidos, inclusive, participaram da movimentação. Contudo, o líder de uma outra corrente, mais moderada, com foco em caminhoneiros do Centro-oeste, explicou ao Radar Econômico por que os trabalhadores dessa região não vão aderir a nenhuma paralisação neste momento. O motivo está no escoamento da supersafra de grãos que o Brasil terminou de colher recentemente.

Segundo esta liderança, 75% de motoristas de graneleiros estão focados no escoamento da soja. Como todas as commodities estão com viés de alta, os fretes para esse escoamento está subindo também. Perder este frete significa perder boa parte do ano para esses caminhoneiros. Assim, qualquer movimento de paralisação não sobreviveria ao racha interno na organização dos próprios caminhoneiros. Contudo, essa mesma liderança diz: “desde 2018 que o barulho não era tão grande”. Ou seja, o risco de greve é pequeno, mas já é maior do que nos últimos dois anos.

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