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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

O plano do Banco Central para levar educação financeira a escolas públicas

Mais de 5.600 escolas já aderiram ao programa

Por Josette Goulart 30 jul 2021, 14h32

O Banco Central lançou no ano passado um projeto de educação financeira básica para ser implantando em todas as escolas públicas do país. São cerca de 100 mil, para chegar a 22 milhões de alunos. O BC contratou a Universidade Federal de Juiz de Fora e professores para fazer a plataforma, adaptar o conteúdo de educação financeira nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática ou Ciências, preparar curso para os professores, exercícios prontos para que os professores possam passar aos alunos. A ideia é ensinar planejamento financeiro, poupança, e conceitos de crédito. O básico do básico. 

No projeto-piloto, 429 escolas participaram atingindo 14 mil alunos em cinco estados e no Distrito Federal e com o treinamento de 1.100 professores. Agora, o projeto está indo para a segunda fase e já angariou o interesse de 5.613 escolas em todos os estados do país e vai chegar a 180 mil estudantes e treinamento de 35 mil professores. O diretor do BC, Maurício Moura, diz que eles perceberam que levar educação financeira aos poucos para grupos de mil, dez mil, tomaria o prazo de dois séculos para atingir toda a população. Por isso, a ideia de levar uma plataforma às escolas públicas que além de chegar aos alunos, chega por consequência às suas famílias, em uma grande escala. O projeto tem um orçamento de 11 milhões de reais, financiados por um fundo de difusão do Ministério da Justiça

As escolas que ainda quiserem aderir ao projeto têm até este sábado pelo site do Aprender Valor. Se perderem  o prazo, não tem problema, porque este será um projeto permanente e já no fim do ano será aberta a terceira fase.

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